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TURISMO EM NÚMEROS |

PÁG.

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| EDIÇÃO 96

a construção de uma carreira e o

direito de receber um salário por

meio de suas capacidades.

No entanto, de acordo com o

Conade (Conselho Nacional dos

Direitos das Pessoas Portadoras de

Deficiência Física), essa obrigação

não resolve todos os problemas.

Ainda há obstáculos morais ou

de acessibilidade no local de tra-

balho: em muitas empresas é di-

fícil acessar todo o ambiente – as

portas são estreitas e, quando há

rampas, em geral estão em desa-

cordo com a norma da ABNT; além

disso, dificuldade de comunicação

com pessoas cegas e surdas e ou-

tros obstáculos complicam ou até

impedem que os deficientes cir-

culem livremente pelo ambiente

em que trabalham. E, por fim, eles

percebem quando há preconceito

por parte de colegas.

Criado para que essa popula-

ção possa tomar parte do pro-

cesso de definição, planejamento

e avaliação das políticas desti-

nadas à pessoa com deficiência,

por meio da articulação e diálo-

go com as demais instâncias de

controle social e os gestores da

administração pública direta e

indireta, o Conade faz parte da

Secretaria Nacional de Promoção

dos Direitos da Pessoa com Defi-

ciência, órgão integrante da Se-

Aprovada em 2004, a Lei de

Inclusão Social obriga empresas

com mais de cem funcionários a

preencher parte de suas vagas

com pessoas portadoras de defi-

ciência física (PCDs). As porcen-

tagens são de 2% para empresas

com 100 a 200 funcionários; 3%

para aquelas que possuem de 201

a 500 trabalhadores; 4% de 501 a

1000 colaboradores contratados;

e 5% para as que possuem quadro

com mais de 1001 funcionários.

A medida procura valorizar o

deficiente com a inclusão no mer-

cado de trabalho e aumentar sua

autoestima, levando-o a viver de

forma mais independente. Antes

da lei, talvez ele não vislumbrasse